Acordar cedo. Perceber-se aos poucos. Os olhos se abrem e o nariz puxa o ar como se fosse a primeira vez que faz isso no dia. Certo que não é a primeira vez, trabalharam durante todo o seu momento de descanso, justamente para descansar. Mas é ali que a consciência o observa, tudo muito rápido pois ainda se está chegando para a realidade. É preciso se preparar, antes mesmo de dar a hora do sol bater ponto. Aquele trabalhador sai para trabalhar, e seu trabalho era claro: “cuidar da Terra, dominá-la”.

Era um funcionário novo, tinha que entender um monte de coisas que nunca havia visto antes. Precisava observar as interações, as funções de cada coisa criada, além de perceber como tudo fluía harmoniosamente, como tudo se encaixava. O conceito central de todo o negócio estava claro, pois ele sabia quem empreendera aquela construção, mas ainda assim seu trabalho era desafiador e empolgante: dominar essa criação.

Já parou para pensar como isso deveria se dar? Conseguir dominar os ventos, a fúria do mar, as infinitas possibilidades que existem em um pouco de terra? Ou em que a madeira é capaz de ser transformada? Esse trabalhador precisava se especializar, ser um expert na criação, entender o que a faz frutificar e se expandir.

Aqui já sabemos como o texto vai se desenrolar, pois precisamos falar sobre o ponto de falta, quando o trabalhador quebra o acordo, quando ele, antes de entender ainda o funcionamento de tudo, quer assumir o lugar do dono do negócio e usar a criação ao invés de fazer seu trabalho cuidando dela. Precisamos falar sobre o momento que a humanidade decidiu que a criação era para seu deleite e prazer, e não para adoração ao grande criador. Este homem mostra que não é possível assumir o lugar do verdadeiro primeiro trabalhador.

O primeiro trabalhador não foi o que recebeu o comando de cuidar da Terra, mas Aquele que a fez. O primeiro trabalhador trouxe a existência tudo que não era para que fosse. Ele fez o trabalho perfeito e Sua criação ainda estava na fase inicial, funcionando como deveria e com uma infinidade absurda de ser transformada e expandir-se.

O primeiro trabalhador colocou a mão na massa para realizar um projeto especial. Ele criara um outro trabalhador como Ele, nas suas mãos confiaria o trabalho de fazer essa criação toda prosperar. Esse novo trabalhador poderia se deleitar de prazeres de todos os tipos, frutos do seu trabalho e da relação com o criador de tudo. O trabalho dele o manteria conectado ao Criador, sua fonte de existência e satisfação.

Que neste dia lembremos dAquele que fez tudo possível e nos dotou de sua própria essência. O primeiro trabalhador nos fez para o louvor da Sua glória e nos comissionou a cuidar da Terra e, como forma de adoração, nosso trabalho precisa glorificá-lO sempre, denunciando tudo aquilo que não está em acordo com a direção dada por Ele, todas as injustiças, corrupções, explorações, violências e degradações ambientais. Lembremos que todo o trabalho realizado é dEle, por Ele e para Ele, e que o nosso trabalho é confiar nas Suas palavras e adorá-lO em todo o tempo e de todo o coração.