A família, que em seu contexto tem a problemática do álcool e outras drogas, desenvolve um rígido sistema de negação da situação em que vive. Tanto o dependente como o familiar, utilizam este artifício na tentativa de evitar o reconhecimento do problema existente. A dependência instalada neste meio destrói a autoconfiança e a autoestima de toda família, assim a negação se torna uma defesa na crescente falta de controle sobre a situação problema.

A própria negação pode indicar a existência do problema da dependência e da codependência na família vindo a piorar o quadro com o passar do tempo. Compreende-se a dependência química como o consumo sem controle de uma substância psicoativa (álcool ou outras drogas). Este consumo descontrolado está, geralmente, associado a problemas sérios para o consumidor da droga em várias áreas de sua vida, seja física, psicológica, espiritual, de saúde, etc.

Já a codependência se apresenta no quadro de distúrbio mental. Destacasse ansiedade, angústia e compulsividade obsessiva em torno de tudo que envolve a vida do dependente. Ainda, o que fica evidente, neste distúrbio é a anulação da própria vida do familiar para viver na dependência dos acontecimentos de quem vive a dependência do álcool ou outras drogas. Assim, negar o problema já existente não irá contribuir de forma positiva, tanto para o dependente, buscar ajuda externa, como para toda família tomar consciência dos novos rumos, ou mesmo, voltar aos trilhos.

O ambiente familiar onde a confiança é comprometida precisa de ajuda e compreensão. Famílias que aprendem a resolver seus problemas tendem a prevenir novas crises e a lidar de forma madura e sábia com a problemática da dependência. Portanto, negar a situação já existente, não resolve, nem se culpar pelo sistema familiar “descarrilhado”.

Buscar ajuda sempre é uma opção. Existem muitos grupos de apoio (Cruz Azul, Amor Exigente, AA, NA, entre outros) que tem a função de redimensionar os participantes/famílias a tomarem decisões responsáveis e saudáveis, não mais baseadas em manipulações ou ameaças, mas sim dentro daquilo que agora traz liberdade e compromisso com o novo.

 

Texto: Mara Márcia Schroeder

De onde vem a sua dor?
Da rejeição?
Das expectativas que não foram correspondidas?
De uma família desestruturada?
Da perda de algo?
Da falta de valorização?
Da culpa?
Do vazio no seu coração?
No meio disso, onde estou?

Diante desta avalanche, nosso corpo e mente gritam pelos excessos na comida, na bebida, no sexo, nas drogas e já não me cuido mais. Busco o alimento em coisas passageiras. E onde buscar o alívio para as minhas dores? Busco uma saída, uma luz. Enfrentar tudo isso com esperança. Ver algo além da dor.

Neste mundo, nada dura para sempre, mas o amor de Deus nunca acaba e Sua Alegria nos traz a esperança. Todos os esforços têm valor e benefícios, mas aquela ferida na alma, somente Deus pode curar!

Ildi Silveira
Aluna da Escola de Dependência Química & Outras Compulsões JUL/2019

Todos nós estamos suscetíveis a situações que nos geram dores em nossa alma, então fique calmo, você não é o único a sofrer nesta vida! Em sua vida, é provável que tenha experimentado a frustração, decepção, tristeza, desamparo, luto, rejeição, violência, insatisfação, e entre outras dores. Caso não tenha vivenciado nenhuma dessas dores, ou você é um super-humano, ou vive em uma bolha.

Mas quando essas dores se encontram presente em nossas vidas, o que fazer? Como parar? Como solucionar? Com a bebida? Netflix? Comida? Drogas? Sexo? Terapia? Remédios? Todas elas dão um alívio momentâneo, nos fazem esquecer por um breve momento, mas quando a realidade bate na nossa cara novamente e aí como encarar?

Precisamos reconhecer que essas dores fazem parte do nosso dia a dia, e fazer as pazes com a nossa vida, com Aquele que nos deu e criou a vida, precisamos perguntar para Aquele que entende e sabe como funcionamos, reconectarmos com a realidade e ver que mesmo nesses momentos de dores, se Ele está presente, há o amparo, o consolo e a Esperança.

Texto: Priscila Yumi Shiotani
Aluna da Escola de Dependência Química & Outras Compulsões 2019

 

 

A palavra escravo me parece mais bíblica. A Bíblia nos fala tanto de escravos nascidos em casa quanto feitos por causa de alguma derrota em guerra.

Toda pessoa dependente de algo ou alguém e que faz dele o seu braço forte é de alguma maneira escrava. A pergunta que precisamos responder ou fazer é por que algumas pessoas entram por esse caminho? Diferente do que alguns insistem em acreditar, os dependentes se tornaram assim.

Somos informados pela Bíblia que Deus nos criou a sua imagem e semelhança. Contudo, essa mesma Bíblia nos diz que homem e mulher resolveram quebrar a aliança com Ele e viver de maneira autônoma (auto – eu, nomia – lei). Ou seja, eles resolveram servir de lei mesmo para suas vidas.

Não precisamos ir longe nem fazer uma faculdade de psicologia para sabermos que há algo errado em nós e em todos ao nosso redor. As coisas são tão confusas que precisamos até de leis para nos proteger dos nossos semelhantes e até de nós mesmos.

Essa confusão não tem nada a ver com o que Deus criou, mas com a direção que resolvemos seguir. O uso de drogas e o uso errado que fazemos daquilo que não é droga, mas nós tratamos de transformá-la revelam o quanto somos seres nocivos.

Mesmo não tendo nada a ver com essa confusão que nos metemos, Deus resolveu nos salvar enviando seu único Filho para abrir um novo e vivo caminho de volta para casa. Afinal de contas todo dependente chegou a esse estado por buscar na criação uma satisfação e prazer que só pode ser encontrado exclusivamente em Deus.

O cristianismo bíblico não nega os efeitos trágicos que a dependência química causa no físico das pessoas. No entanto, como acreditamos que o ser humano é indivisível e que de maneira alguma ele pode ser compartimentalizado, o que está atingindo seu corpo está ao mesmo tempo tocando em todas as áreas de sua vida. Por isso, nossa prescrição vai direto ao coração de onde procedem as saídas da vida (Pv 4.23).

Com isso, entendemos ser necessário um tratamento integral visto ser o homem um ser integral. Começando por identificar os ídolos funcionais do coração a quem ele tem ofertado sua vida e conduzi-lo ao arrependimento por meio de uma clara exposição do evangelho poderoso de Deus. Observe que não estou propondo uma desintoxicação física e depois se der uma desintoxicação religiosa. Ou seja, tudo ao mesmo tempo. O evangelho todo para o homem todo.
Em Cristo sempre podemos ter esperança de sermos livres da escravidão da carne, diabo e mundo para nos tornarmos escravos da graça de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

 

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